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    Tokenização além da tecnologia: como criar valor para empresas

    19 de junho de 2026
    Por Redação Zoop
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    As pessoas não compram tecnologia, mas soluções. Esse foi o principal recado de Cesário Martins, CEO da Zoop, durante o painel “O básico da tokenização: o que é, como funciona e por que é importante”, no Web Summit Rio.

    E se você pensar bem, faz todo sentido. Afinal, na prática, as empresas investem em ferramentas que resolvam problemas reais, como reduzir custos, simplificar processos e abrir novas oportunidades de crescimento.

    Por isso, enxergar essa ferramenta financeira apenas como uma infraestrutura digital é limitar todo o seu potencial. Isso porque, mais do que uma tecnologia, esse recurso pode se tornar uma alavanca para transformar operações e acelerar resultados.

    Continue a leitura para conferir os principais insights do painel e entender como sua empresa pode aproveitar as oportunidades geradas pelo crescimento da tokenização!

    O que é tokenização?

    É um tecnologia que permite transformar ativos em representações digitais que podem ser negociadas, transferidas e gerenciadas com mais agilidade e segurança. É como transformar um bem real em uma “parte digital negociável”. No entanto, seu verdadeiro valor não está na inovação, mas nos benefícios que gera aos negócios.

    Não à toa, foi o tema central abordado por Cesário Martins durante o painel.

    Segundo a visão apresentada, você não deve encarar essa ferramenta como um produto final, mas como uma camada de infraestrutura capaz de representar ativos digitais em uma rede compartilhada, o que torna os processos mais transparentes, eficientes e programáveis.

    E os principais ganhos para as empresas são:

    • simplificação de operações;
    • redução de intermediários financeiros;
    • aceleração de transações;
    • criação de novos modelos de financiamento;
    • ampliação do acesso ao mercado de capitais;
    • geração de novas fontes de renda.

    Essa perspectiva sobre o que é tokenização e seus benefícios ajuda a entender por que a discussão não deve se concentrar apenas na tecnologia, mas principalmente nos resultados que entrega às empresas e ao mercado.

    Por que as empresas não compram tecnologia, mas eficiência?

    Porque a tecnologia é apenas o meio para alcançar resultados concretos. Assim, o que realmente importa é ter operações mais simples, rápidas e eficientes e fortalecer a competitividade em mercados disputados. O resultado é uma empresa mais produtiva, que cria mais valor aos clientes, aos parceiros e à própria economia.

    Por isso, durante o painel, Cesário Martins destacou que a pergunta central não é qual ferramenta um gestor usa, mas qual valor cria à empresa, aos seus clientes e a todo o ecossistema ao seu redor.

    Porém, quando você não conecta a ferramenta à estratégia da sua marca, o recurso pode até aumentar a complexidade da operação, em vez de ajudar. Já quando aplicado corretamente, ajuda a integrar processos, reduzir retrabalho, automatizar tarefas e diminuir custos, além de democratizar o acesso ao capital.

    Como essa infraestrutura financeira democratiza o acesso ao capital?

    Ao transformar ativos reais em representações digitais negociáveis, essa tecnologia reduz barreiras históricas do mercado financeiro e cria novas oportunidades de captação, pagamentos e investimento. Por isso, um dos principais benefícios desse sistema é sua capacidade de ampliar o acesso ao capital para empresas, clientes e investidores.

    Entenda melhor abaixo.

    Redução de barreiras do mercado financeiro

    No modelo tradicional, captar recursos costuma ser um processo caro, burocrático e demorado. Afinal, com a presença de múltiplos intermediários, exigências regulatórias complexas e custos operacionais elevados, dificulta-se o acesso de pequenas e médias empresas ao mercado de capitais.

    Além disso, muitos investimentos permanecem restritos a investidores com grande capacidade financeira, já que os ativos exigem aportes elevados, por exemplo.

    Por outro lado, essa infraestrutura torna esse processo mais acessível ao permitir o fracionamento de ativos em unidades digitais negociáveis. Dessa forma, os negócios podem acessar novas fontes de recursos, e os investidores conseguem participar de oportunidades que antes estavam fora de seu alcance.

    Isto é, além de facilitar a negociação de ativos, também viabiliza novos modelos de captação e aumenta as alternativas de financiamento e meios de pagamento para empresas.

    E mais: para plataformas, marketplaces e negócios que oferecem serviços financeiros aos seus clientes, significa novas possibilidades de financiar operações e acelerar o crescimento dos seus ecossistemas.

    Leia também: O que é tokenização de ativos? Como funciona + vantagens

    Qual é o paralelo entre Pix e Drex na transformação financeira?

    O sistema de pagamentos instantâneos transformou a forma como pessoas e empresas transferem recursos e substituiu processos lentos e burocráticos por transações ágeis. Já o Drex surge com a proposta de simplificar a movimentação de ativos e criar uma infraestrutura mais moderna para as operações financeiras mais complexas.

    Logo, o paralelo entre essas soluções financeiras é que ambas as iniciativas buscam reduzir atritos e aumentar a eficiência das operações.

    Como destacou Cesário Martins, uma frase ganhou força no mercado financeiro brasileiro: “o que o Pix fez pelo dinheiro, o Drex pode fazer pelos ativos”.

    Além disso, o CEO da Zoop destacou a rápida evolução tecnológica dos últimos anos. Segundo Cesário, as soluções mais avançadas de privacidade e proteção de dados podem ajudar a superar limitações identificadas nas primeiras fases de desenvolvimento do Drex.

    Dessa forma, o debate passa a ser menos sobre a tecnologia em si e mais sobre sua capacidade de atender às exigências regulatórias necessárias para impulsionar a solução em larga escala.

    Aprenda mais: Pix: saiba TUDO para oferecer na sua empresa e vender mais

    Qual é o protagonismo do Banco Central na evolução do Drex?

    O BC foi o primeiro do mundo a explorar de forma estruturada o potencial das tecnologias de registro distribuído em um contexto regulado. Ou seja, cumpre o papel de avaliar como essas ferramentas podem gerar valor econômico dentro de um ambiente regulado, seguro e alinhado às exigências do sistema financeiro.

    Por isso, Cesário Martins destacou o protagonismo do Brasil na agenda de inovação com a tokenização. Confira os principais insights do painel.

    O Brasil como referência em inovação com a tokenização

    A proposta do Drex nasceu justamente da busca por soluções capazes de modernizar a infraestrutura financeira sem abrir mão da segurança e da supervisão regulatória.

    Os desafios identificados nos testes iniciais do Drex

    Os testes conduzidos a partir de 2023 mostraram que o potencial da tecnologia é significativo, mas também evidenciaram desafios importantes para sua implementação em larga escala.

    Entre os principais pontos analisados estão a proteção de dados, a programabilidade das operações e o equilíbrio entre eficiência e descentralização. Esses fatores são considerados essenciais para que a infraestrutura evolua e gere benefícios concretos à economia.

    Qual é a relação entre tokenização e fintechs nos ecossistemas de negócios?

    Ao explicar a atuação da Zoop, Cesário Martins trouxe a discussão para uma aplicação prática dessa tecnologia. Como empresa de infraestrutura financeira, a fintech ajuda organizações a criarem suas próprias operações de pagamentos, bancarização e crédito, o que permite que diferentes negócios desenvolvam soluções financeiras aos seus clientes.

    Nesse cenário, surge uma questão essencial aos empresários e gestores: como financiar toda essa operação e sustentar o seu crescimento graças à tokenização ao longo dos anos? A resposta passa, em grande parte, pelo acesso ao mercado de capitais.

    É justamente nesse ponto que tokenização e fintechs ganham relevância. Isso porque, ao conectar empresas, investidores e parceiros por meio de uma infraestrutura digital mais eficiente, contribuem para tornar o financiamento mais acessível e escalável.

    Pense só: quando uma empresa cria sua própria operação financeira, precisa lidar com pagamentos, crédito, liquidação, conciliação e acesso a capital. Nesse contexto, a tecnologia pode funcionar como uma camada de eficiência capaz de conectar esses serviços a novas fontes de funding e a processos mais ágeis.

    Como essa nova infraestrutura financeira amplia liquidez e funding?

    Essa ferramenta amplia liquidez e funding ao transformar ativos em representações digitais negociáveis, o que facilita sua compra, venda e fracionamento. Portanto, as empresas podem ganhar mais investimento, diversificar fontes de captação de capital e reduzir barreiras operacionais, enquanto os investidores encontram mais oportunidades de participação no mercado.

    Explicamos melhor abaixo.

    Conexão mais eficiente entre investidores e empresas

    Essa tecnologia facilita a conexão entre negócios que buscam recursos e quem deseja investir. Com uma infraestrutura digital mais integrada, as empresas podem acessar potenciais investidores de forma mais direta e, assim, reduzir barreiras que tradicionalmente dificultam a captação de recursos.

    Aumento da liquidez dos ativos

    Um dos principais benefícios é a possibilidade de transformar ativos em representações digitais negociáveis. Dessa forma, sua empresa pode aumentar sua liquidez ao facilitar negociações, ampliar o número de participantes e permitir a divisão de ativos em frações menores, o que os torna mais acessíveis ao mercado.

    Cabe destacar que, para plataformas digitais, fintechs e empresas que operam ecossistemas, mais liquidez significa mais capacidade de financiar crescimento, desenvolver novos produtos financeiros e atender clientes com mais eficiência.

    Redução da dependência de intermediários financeiros

    Outro ganho relevante é a simplificação das operações com a tokenização e as fintechs. Ao reduzir a necessidade de múltiplos intermediários, essa ferramenta pode diminuir custos, acelerar processos e ampliar as fontes de funding (captação de capital).

    Saiba mais: Stablecoins e tokenização: o que são? Como afetam o mercado?

    Qual é a nova fase dessa tecnologia na economia real?

    Envolve a implementação prática em operações reais, avanço regulatório e desenvolvimento de infraestruturas capazes de suportar aplicações em larga escala. Assim, a discussão já não se concentra apenas no seu potencial, mas na sua aplicação efetiva em ativos como recebíveis, fundos de direitos creditórios e instrumentos de dívida.

    Ao longo dos últimos anos, o mercado acompanhou a evolução dessa infraestrutura de um conceito promissor para uma ferramenta cada vez mais presente em operações financeiras e nos meios de pagamento. Veja o que inclui essa nova etapa de maturidade.

    Tecnologias e regulação impulsionam a adoção

    Iniciativas como o Drex e projetos de infraestrutura baseados em tecnologias de registro distribuído contribuem para tornar as operações mais eficientes, seguras e interoperáveis. Além disso, a automação de processos ajuda a reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das transações.

    Outro fator decisivo para essa evolução é o avanço regulatório. A atuação de órgãos como Banco Central e CVM cria um ambiente mais seguro para empresas, investidores, bancos e fintechs, o que favorece a adoção institucional dessa ferramenta.

    Com o desenvolvimento de redes padronizadas e modelos regulados de operação, o sistema de tokens caminha para se consolidar como uma infraestrutura de mercado. Dessa forma, amplia seu potencial de gerar eficiência, conectar participantes e apoiar a digitalização da economia em escala nacional.

    O que esperar do crescimento da tokenização no Brasil ?

    Essa tecnologia tende a acompanhar a evolução da infraestrutura financeira, dos avanços regulatórios e da busca das empresas por modelos mais eficientes de movimentação de recursos. A expectativa é que aconteçam mais integrações de ativos a ambientes digitais, o que cria novas oportunidades para negócios de diferentes portes.

    Como destacou Cesário Martins no Web Summit Rio, o sucesso dessa transformação dependerá da capacidade de resolver problemas reais. Afinal, as empresas não investem em tecnologias por si só, mas em soluções que aumentam a eficiência, a competitividade e o potencial de crescimento.

    Nesse cenário, a Zoop desempenha um papel estratégico ao oferecer a infraestrutura financeira completa do ecossistema iFood para escalar suas operações, criar jornadas financeiras personalizadas e desenvolver novos produtos com segurança e agilidade.

    Quer preparar seu negócio para essa nova fase do mercado financeiro? Fale com os especialistas da Zoop e descubra como uma infraestrutura financeira robusta pode impulsionar o crescimento da sua empresa!

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